museu
casa da luz

museu de electricidade

Situado na Zona histórica do Funchal, o Museu de Eletricidade oferece a todos os visitantes um espaço arquitetonicamente moderno e sofisticado, repleto de história e maquinaria.

Decorria o ano de 1946. A cidade do Funchal, antes envolta em escuridão, passou a dispor de três candeeiros a azeite, colocados em pontos estratégicos. Vinte anos depois o azeite é substituído por petróleo. Em 1897 é instalada a primeira Central Térmica do Funchal, mais conhecida pela população como Casa da Luz, convertendo-se depois no Museu de Eletricidade no ano em que se comemorava o Centenário da introdução da eletricidade na ilha da Madeira. Foi inaugurado a 24 de novembro de 1997.

Desde então até à atualidade tem vindo a colaborar nos sectores educativo e cultural, ganhando respeito e admiração por parte da população que vê o seu património preservado.

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conceito

O Museu “Casa da Luz”, para além de reflectir a história da energia eléctrica na Madeira nos últimos 124 anos, desde o conhecimento simples da electricidade à sua utilização generalizada em múltiplas aplicações, pretende também ser um local de transmissão de conhecimentos, onde se projecte o papel que a electricidade deverá desempenhar e se discuta a importância das energias renováveis e a utilização racional da energia.

O Museu de Electricidade assume-se como um espaço dinâmico, interactivo, complementar da educação comunitária, aberto às mudanças e inovações da sociedade. Apresenta uma nova dinâmica de novos conceitos de um espaço museológico, num espaço já por si histórico, marco arquitectónico da cidade, com muito para contar sobre os avanços e progressos tecnológicos ao longo dos tempos.

O Museu de Electricidade, como Museu da Empresa de Electricidade da Madeira, caracteriza-se como algo intrínseco à própria empresa – memória e património identificativos da sua história e cultura, e também como um bem que a transcende quando considerado na sua dimensão e significado de património regional.

um século de electricidade

1897-1909

Início da Electricidade no Arquipélago

A 19 de Junho de 1897, acendem-se as primeiras luzes da pequena Central Eléctrica do Funchal, facto a que a imprensa da época deu devido destaque. Estava aberta a primeira página que faria a história de um século de electricidade.
Em 22 de Maio de 1895, a concessão para a iluminação do Funchal por meio de electricidade é outorgada pela Câmara Municipal ao engenheiro portuense Eduardo Augusto Koke que a transfere, no ano seguinte, para a firma inglesa “The Madeira Electric Lightning Company, Limited”.
Esta empresa implementa a primeira rede de iluminação bem como a instalação da sua Central produtora de Energia Eléctrica.

1910-1930

Afirmação e Expansão da Electricidade

1931-1940

Novo Caminho para a Electricidade, Iniciativas particulares e Segunda Grande Guerra

Na década de 1931-1940, a MELC completa o equipamento da Central Térmica com a aquisição do seu mais potente grupo electrogéneo de 725kw.
A Companhia, durante a vigência da concessão atinge o seu máximo de produção e venda de energia em 1938 e 1939 respectivamente.
Entretanto, um pouco por toda a ilha, desenvolvem-se iniciativas particulares com vista ao aproveitamento da água, como na Ponta do Sol (Miguel Pestana Reis e Empresa Eléctrica da Ponta do Sol) e na Camacha (Frederico Rodrigues).

1939

Missão Técnica

A fim de estudar o aproveitamento da água para rega e produção de energia, o Governo enviou à Madeira, no ano de 1939, uma Missão Técnica liderada por Manuel Rafael Amaro da Costa.
Nenhum aproveitamento hidroeléctrico de vulto existia até então, contando-se apenas algumas iniciativas particulares de ínfima produção.
Seguindo a orientação estabelecida no país, quanto ao aproveitamento da água para obtenção de energia eléctrica, a Missão Técnica de 1939, realizou um importante trabalho que se traduziu no plano aprovado pelo Decreto Lei nº 33158, de 21/10/1943, onde era prevista a construção de várias centrais hidroeléctricas, aproveitando duplamente a água que “abundantemente, manava desde os mais altos píncaros até ao mar”.
Assim nasceram as diversas centrais hidroeléctricas hoje em exploração, cujo contributo na produção de energia eléctrica na ilha da Madeira assume parcela importante.

1941-1950

Término da Concessão dada à MELC e Final da segunda grande guerra

O Decreto-Lei n.° 33 158 de 21/10/1943 vem dar um novo impulso à década de 40, aprovando o plano dos novos aproveitamentos hidráulicos da Madeira, criando também a Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira - CAAHM - que se instala no Funchal, em 1944. começando de imediato a sua actividade.
Conforme o plano, dá-se início à construção das centrais hidroeléctricas da Serra de Água e da Calheta, empreendimentos que entram em exploração no ano de 1953.
Em Abril de 1944., a MELC fez à Câmara Municipal do Funchal a declaração de renúncia da concessão, situação que só se concretiza em Abril de 1949, altura em que o Município assume o fornecimento de energia eléctrica, constituindo os Serviços Municipalizados de Electricidade.

1951-1960

Início da Hidroelectricidade

É uma das épocas notáveis da electricidade na Madeira.
Publica-se o Decreto-Lei n°38722 (14/4/1952) atribuindo à CAAHM a tarefa da produção, transporte e distribuição  de energia eléctrica a toda a ilha. Em 1953 entram em serviço as centrais da Serra de Água e da Calheta, a primeira com dois grupos de 3600 kVA e a segunda com três grupos  e um total de 2700 kVA. A Ribeira Brava é a a primeira vila a usufruir da hidroelectricidade.
É publicado o Decreto-Lei n.°39 566 de 16/3/1954, aprovando o plano de electrificação rural. A electrificação do Arquipélago estende-se à ilha do Porto Santo.

1971-1980

A CAAHM dá lugar à EEM (EP), criação e regionalização da EEM, Central térmica da Vitória

A década de 70 é marcada por grandes transformações no sector eléctrico da Madeira.
Em 1971 inaugura-se a Central Hidroeléctrica da Fajā da Nogueira com dois grupos de 1420 kVA cada.
Na Central Térmica do Funchal procede-se à montagem de três grupos Diesel-alternador de 4320, 3520 e 5145 kW respectivamente.

1981-1990

A Ilha da Madeira electrificada, Central Térmica da Vitória 2ª fase e Linhas a 30 e a 60 kV

Nos anos 80 a Madeira fica totalmente electrificada ao nível de núcleos populacionais de mais de 20 habitantes, objectivo superior ao da média europeia.
Grandes empreendimentos são realizados nesta década, por forma a dar resposta às crescentes solicitações de consumo impostas pelo forte ritmo de desenvolvimento sócio-económico que se verifica na Região.
Merecem destaque os seguintes investimentos:
- A Central Térmica da Vitória é dotada com mais quatro grupos de 7500 kW, sendo inaugurada, no mesmo período, a sua 2a fase, com três grupos de 10 560 kW.
- Lançam-se as linhas de alta tensão a 60kV e ampliam-se as de média tensão a 30 kV.

1991-1997

Novas centrais Termoeléctricas e Hidroeléctricas - Centenário da Electricidade

Os anos 90 marcam o centenário da electricidade na Madeira.
A Empresa de Electricidade da Madeira passa a sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos (Decreto Legislativo Regional n°14/94/M de 3 de Junho).
Entra em funcionamento o Aproveitamento de Fins Múltiplos da Ribeira dos Socorridos, obra destinada ao abastecimento de água ao Funchal e a Cámara de Lobos, à regularização dos caudais de rega e produção de energia eléctrica. Esta infraestrutura é constituida por 12 516 m de túneis e por uma central hidroeléctrica com três grupos de 8000 kW, cotando-se como o empreendimento de maior vulto realizado pela EEM e um dos maiores da Região.
Na ilha da Madeira são lançados 1340 Km de rede de baixa tensão com 269 postos de transformação e amplia-se a iluminação pública com mais 23 842 focos.